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Lola quem fez

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Lola quem fez - @lolaquemfez Existem lugares das quais se quer entrar e se perder. Ou se achar. Pq é lá que os nossos desejos encontram repouso, o doce prazer de viver o presente! Hoje estive na Lola e me dei conta de que ainda não havia compartilhado publicamente sobre esta experiência. Acima um pão com uma fina camada crocante de parmesão, recheado com mortadela (ou salame), queijo minas e um creme que explode na boca de tão molhadinho e macio. 😄 A esquerda o bolo caseiro de limão com creme branco. A massa desmancha na boca como nuvem, o creme fresquinho molha o paladar adoçando na medida, como se fosse um mousse. A direita um mistério! A Lola inventou o café magia. Ela prepara contando que separou só as melhores energias, tem uma mistura de especiarias nesta xícara e tudo isso coberto por chantily e uma estrela de anis🤩 A cada gole o sabor vai se aprimorando, o anis exala um perfume que cada cliente controla a intensidade a seu próprio gosto!! ☕ Tem gente que não fa...

Da Itália ao Japão - São Paulo

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Sábado na Festa da Achiropita e domingo na Liberdade. Passar o final de semana em São Paulo é uma experiência múltipla, um banquete para olhos, ouvidos e paladar. Da culinária italiana à japonesa, na capital paulista acontece, e aparentemente com certa frequência, o encontro de amigos que, talvez, no mundo das possibilidades concretas são um tanto quanto improváveis. Corações e cérebros, emotivos e racionais. Andamos pelas ruas do Bixiga apreciando os cabelos azuis ou turquesa, em pessoas que em QQ outro lugar seriam estranhas, ou alienígenas. Mas que em Sampa são livres e formam grupos multicolor e comem na rua fogazzas, polentas, massas, doces e antepastos preparados pelas mamas que comandam os bastidores da cozinha. Mais de mil voluntários se dividem entre as 30 barracas de comes e bebes, da 92a festa mais saborosa de São Paulo. Ninguém reclama, a multidão se aperta e faz filas que formam caracóis no asfalto. Fomos a uma cantina, eu, Fabrício e Valquíria. Bebemos bom vi...

Templo Zu Lai - Cotia

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Há uma coisa boa de descobrir novos lugares, eles geralmente despertam em nós parte daquilo que já somos, mas possivelmente esquecíamos. Ontem, 22/08, estive no Templo Zu Lai. Mais que um espaço para oração, o lugar é um passeio pelo silêncio, não completamente, porque de lá ainda se pode ouvir o barulho dos carros, misturado ao som das águas de fontes e o trabalho dos cuidadores do espaço, que carregavam caixas e materiais de um lado para o outro. O silêncio é o modo como sentimos o lugar que ocupamos, mas sem precisar de palavras, ou traduções. Caminhar entre colunas de sustentação, cada qual com um nome gravado em placas de cobre. Cada entalhe revela uma família, formando juntos uma grande e nova família que sustenta os jardins e salões de prece e agradecimento. Que seu pedido seja para o bem de todos. Está escrito na parede para aqueles que pretendem acender um incenso. Doutro lado da porta do salão principal um móvel com duas caixinhas diz: escolha a mensa...

Nada platônico

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Ao contrário da maioria das pessoas que conheço, eu não quero um amor para toda a vida. Eu quero um amor para o último beijo, mesmo que esse aconteça todos os dias... Eu quero o calor da despedida, mesmo que ela seja breve... Eu quero dançar a beira do abismo que existe entre mim e o outro E vez em quando tocá-lo só com a ponta dos dedos. Érica Alcântara (08/2012) @alcantaraaraujo #ericaalcantara #escritora #boatarde #lembranças #escrever #amor #love #afeto  #historiasdocotidiano #historiasqueinspiram

A espera da felicidade

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De tanto esperar pela felicidade, Jorge acredita que está chegando seu momento. Foi viajar com a filha, fez trilha, andou de moto e usou coletes de grupos de apoio. Antes de partir Jorge não sabia se já foi feliz. Quando lhe pediam para citar três momentos de pura alegria, lembra da gemada de sua avó, feita com uma dose extra de cachaça que fazia a criançada dormir bem melhor, ou mais rápido, ele não tem certeza! Depois tem o nascimento da filha, Juliana, que lhe causa estranheza por parecer tanto com ele mesmo. "Mas tinha que puxar logo os defeitos?", questiona sempre em tom de zombaria. Um terceiro exemplo não sabia ou nem lembrava. Os dois primeiros exemplos nasceram quase de cesária, foi necessária persuasão a fórceps. Mas a felicidade, Jorge espera. Agora que vai se aposentar acredita que vai alcançar assim, tão logo tire o terno e a gravata. Deixou pra depois, que acabasse a faculdade, que casasse, que tivesse filhos, que Juliana crescesse e o tempo passou. ...

Aprender a comer aos 40

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Quarta-feira, dia 08/08/2018, às 8h, fui a uma nutricionista. Não foi fácil chegar até lá, no caminho a gente passa por anos de aconselhamento leigo, pois sempre tem alguém com uma receita infalível para você vencer a balança e ser mais saudável. Além disso, a rotina deliciosa de doces e guloseimas é muito reconfortante. Entre caminhar 4km e comer um pote de Nutela, aaaa adivinha qual escolhi a vida toda? O caminho mais fácil, também pode ser o mais pesado. Quando um doce não preenche o vazio, a noite chega e a gente quer mais, começa a sonhar com uma caixa de bombons e/ou qualquer receita maluca que transforme os ingredientes da dispensa numa sobremesa. Quando cheguei no consultório de Karen Corsini, a secretária Nayane é quem me recebeu. Simpatia e gentileza a definem bem. Mas internamente um sentimento de deslocamento e estranheza me geraram um certo desconforto, uma espécie de dúvida interna gritava: Não é possível que você não saiba comer! A verdade é que não sei mesmo. ...

Histórias de Elo

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Amanhã completo 35 anos. A maior parte das mulheres que conheço não gostam de divulgar a própria idade, mas qual o problema com os números? Não são eles que fazem de nós o que somos. Afinal, conheço mulheres com mais de cinquenta anos que agem como crianças birrentas sempre que lhes é negado algo, tanto quanto conheço meninas de sete anos que agem como se todo o mundo lhes pesasse os ombros e cuidam dos irmãos como se tivessem nascido dela. A verdade é que pouco importa o número. Minha mãe, durante muito tempo, aumentava a própria idade em pelo menos 10 anos, só para escutar a famosa frase: “Menina como você está conservada”. Sou uma balzaquiana orgulhosa, não tanto pela personagem de Honoré, mas por que em meus momentos de lucidez sinto que este é o tempo do ser inteiro. Explico. Quando somos jovens uma agitação toma conta de nós, e é como se alma fosse grande demais para um corpo tão pequeno. Agora, é como se alma vestisse o corpo com precisão, e a agitação já não nos entorpece ma...