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Mostrando postagens de Março 20, 2018

Laços de Família

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Mamãe Luzia e Vovô Wilmar Pedro de Alcântara, meu padrinho.

Quando meu avô morreu havia muito pouca idade no meu calendário de vida, 3 ou 4 no máximo. Partiu como quem reparte a história de toda a família.
Nunca mais a meninada se reuniu no quintal para chupar cana, ou se matou de rir com o reco-reco do vovô (uma brincadeira em que ele usava nossas costelas como cordas de violão e eu sentia muita dor, mas ainda assim eu ria). Lembro de suas mãos duras, com dedos de madeira bruta, rústica e áspera. Era pedreiro e marceneiro, nascido no Salto, interior de Ouro Preto/MG.
No dia que meu avô morreu, horas antes o sol castigava. Peão come cedo, nem era 12h ele vinha. Entrava na casa como quem carregava o remanso, de uma mansidão típica do homem do campo. Em todas as minhas lembranças, é ele quem traz o sol. Aliás, a casa era em tons de amarelo, o fogão a lenha tilintava as lascas de eucalipto em brasa quando ele pedia arroz. O vô amava comer arroz, desse branquim, que garra só um cadim no …