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Mostrando postagens de Junho 21, 2018

Preta sim, mulata jamais

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-Eu não tinha um grupo na escola, os brancos não me aceitavam porque eu era negra. E os negros não me reconheciam porque eu não era pobre o suficiente.

Quando Tainã Sandis me contou essa história pela primeira vez estava sentada na rede, na varanda de casa. Nunca esqueci desta frase, era tarde de primavera, ano 2017. Ela chegou com um bonsai de presente e umas sacolas cheias de comidinhas e bebidas.
Parecia uma festa! Chegou provendo o encontro como se fosse a própria anfitriã e gostei muito disso. Abre a geladeira que as portas  de minha casa só são abertas  para minha irmandade. Tomamos caipirinha de maracujá com pimenta, servidas cuidadosamente na casca, porque Tainã tem muita personalidade.
Quando a conheci disseram-me que é racional, mas só se for na página 54, hoje não, ainda não. Em seus 29 anos é aquela pessoa da qual se pode contar, sabe? Contar mesmo! Do tipo que vira o mundo para fazer as pessoas que gosta feliz.
Ela nunca expressou pesar para contar as histórias da escola…