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sem titulo

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Era um porto
Essa coisa de oposto
inexato
Solto, perdido
Balão cheio, ora vazio.
Era arrepio
sombrio dos temidos
A casa
A seca
das pencas bananas em flor
Era ela
a burla e a fera
que dormia no escuro devorando alegrias
E plantando Deus
no coraçao dos Ateus
Era ele
o homem de todos os homens
pecador, pescador, marceneiro
onipresente
ar
ora fora
Vazio.
Érica Alcântara
10/11/2018

Que venha

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Que venha
A água que se aglomera no ar
A força da terra, donde tudo se transforma
Donde tudo se condensa, evapora e retorna
Que de todos os ciclos o meu
Seja meu guia
Onde todos os dias o sol brilha e
à tarde toda água contribui pra brava semeadura de versos
Érica Alcântara

(Sem data, do fundo da gaveta)


Uma gota de afeto

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Fui doar sangue com esse povo do bem. Era pro Nicolas, mas ele partiu deixando lições de vida. Falamos dele em todo percurso, meditamos o quanto este menino de 3 anos inspirou tanta gente a ser melhor, a agir para um bem que alcance aqueles que precisam.

Sentaram perto de mim a Cássia e a Patty.

A Cássia contou do filho que tem sopro no coração. O menor de sua sala na creche, mas que é prova de seu pequeno milagre, nasceu cego e encontrou a luz meses mais tarde. "A primeira vez que ele me enxergou, lembro que passamos o dia andando de um lado para o outro adorando perceber que ele nos acompanhava com os olhos. Antes disso ele chorava o tempo todo, mas depois que ele me viu, sorriu de felicidade sincera, parou de chorar o tempo inteiro", lembrou.

Patty conta da Raíssa. 9 meses de gestação perfeita, exames de rotina, ultrassom em leitos particulares. Mas o coração era frágil ❤️, como do Nicolas. 
A primeira filha de Patrícia morreu 18h depois de seu nascimento. Mas Patty a descrev…

Espera

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Tece teus fios da vida Penélope
Espera o amor voltar
O mar tira, mas também dá
Tece teus medos e pensa
Que tudo se desfaz quando a noite cai
Não é preciso chorar
Aquilo que vai...
vai, vai... voltar.

nov./2001

Lola quem fez

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Lola quem fez - @lolaquemfez
Existem lugares das quais se quer entrar e se perder. Ou se achar. Pq é lá que os nossos desejos encontram repouso, o doce prazer de viver o presente!

Hoje estive na Lola e me dei conta de que ainda não havia compartilhado publicamente sobre esta experiência.

Acima um pão com uma fina camada crocante de parmesão, recheado com mortadela (ou salame), queijo minas e um creme que explode na boca de tão molhadinho e macio. 😄

A esquerda o bolo caseiro de limão com creme branco. A massa desmancha na boca como nuvem, o creme fresquinho molha o paladar adoçando na medida, como se fosse um mousse.

A direita um mistério! A Lola inventou o café magia. Ela prepara contando que separou só as melhores energias, tem uma mistura de especiarias nesta xícara e tudo isso coberto por chantily e uma estrela de anis🤩

A cada gole o sabor vai se aprimorando, o anis exala um perfume que cada cliente controla a intensidade a seu próprio gosto!! ☕

Tem gente que não faz só comida, …

Da Itália ao Japão - São Paulo

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Sábado na Festa da Achiropita e domingo na Liberdade. Passar o final de semana em São Paulo é uma experiência múltipla, um banquete para olhos, ouvidos e paladar.

Da culinária italiana à japonesa, na capital paulista acontece, e aparentemente com certa frequência, o encontro de amigos que, talvez, no mundo das possibilidades concretas são um tanto quanto improváveis.

Corações e cérebros, emotivos e racionais. Andamos pelas ruas do Bixiga apreciando os cabelos azuis ou turquesa, em pessoas que em QQ outro lugar seriam estranhas, ou alienígenas. Mas que em Sampa são livres e formam grupos multicolor e comem na rua fogazzas, polentas, massas, doces e antepastos preparados pelas mamas que comandam os bastidores da cozinha.

Mais de mil voluntários se dividem entre as 30 barracas de comes e bebes, da 92a festa mais saborosa de São Paulo. Ninguém reclama, a multidão se aperta e faz filas que formam caracóis no asfalto.

Fomos a uma cantina, eu, Fabrício e Valquíria. Bebemos bom vinho e degus…

Templo Zu Lai - Cotia

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Há uma coisa boa de descobrir novos lugares, eles geralmente despertam em nós parte daquilo que já somos, mas possivelmente esquecíamos.


Ontem, 22/08, estive no Templo Zu Lai. Mais que um espaço para oração, o lugar é um passeio pelo silêncio, não completamente, porque de lá ainda se pode ouvir o barulho dos carros, misturado ao som das águas de fontes e o trabalho dos cuidadores do espaço, que carregavam caixas e materiais
de um lado para o outro.

O silêncio é o modo como sentimos o lugar que ocupamos, mas sem precisar de palavras, ou traduções.

Caminhar entre colunas de sustentação, cada qual com um nome gravado em placas de cobre.
Cada entalhe revela uma família, formando juntos uma grande e nova família que sustenta os jardins e salões de prece e agradecimento.

Que seu pedido seja para o bem de todos. Está escrito na parede para aqueles que pretendem acender um incenso.

Doutro lado da porta do salão principal um móvel com duas caixinhas diz: escolha a mensagem do Darma (equilíbr…