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Frio

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Manhãs de outono, já com a temperatura do inverno. A cama é o melhor lugar da casa. O vinho companheiro das noites. Amor vira cobertor e acordar sempre parece um sonho.

Bis

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Tenho me arrependido da confiança que deposito na maioria das pessoas. Há gente estranha no mundo, de um canibalismo metafísico que insiste em devorar a alma dos outros. Eu, por outro lado, sempre a dar com os burros n'água, espalho para o mundo que a minha casa não tem trancas, está sempre de janelas abertas para o sol, e as pessoas de boa luz são sempre bem vindas no meu lar, coração. Depois de um tempo decepção, mais uma vez sigo a esbravejar: não me deixarei enganar de novo, ... esta foi a última vez ... nunca mais confiarei... e tudo volta a ser como antes... Esse é o problema de viver com intensidade todas as relações humanas.

Manias 2

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Depois dos insetos e flores, meto-me a observar. Se a lenda de que bons filósofos eram antes de tudo observadores, então estou a caminho da melhor academia.

Manias

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Criei nos últimos tempos a mania preciosa de fotografar bichos e flores. Os insetos são os mais surpreendentes, faço questão de ver cada qual. Os pequenos que ninguém vê, que sobrevivem a sombra do dia e a luz da noite. Depois as cores das plantas, com seus castelos de nuances, suas artimanha s de sedução.

Felicidades para André

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Dé, Hoje faz anos... um tempo que parece.. quando? e quando é tempo de se fazer homem de bem? eu não sei. há tantos que levam tanto tempo querendo ser algo e tantos que passam a vida buscando encontrar-se você é homem de grandes paixões da volúpia impetuosa dos homens de bem. admiro isso em você espero que não deixe perecer a ventura que impulsiona seu espírito a leveza que te torna mais humano. felicidades cunhado. tudo de DOM.

A identidade dos invisíveis

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No domingo, 16/05, chegaram a Igaratá três andarilhos, Isabel Cristina dos Santos, 48 anos, Osmar Damião Reis, 40 anos, e Paulo Fernando Costa Souza, 60 anos. Eles ficaram cinco dias acampados na entrada da cidade, na saída para a Rodovia Joaquim Simão, pouco antes da entrada do bairro Jardim Rosa Helena. No local em que se alojaram, improvisaram um fogão à lenha para preparar alimentos e, lá mesmo, no entorno do acampamento, faziam suas necessidades. Junto deles, uma carroça pequena, dois cães de guarda e trapos e panelas que conseguem carregar. Vinham de Minas Gerais, percorreram centenas de quilômetros a pé, em busca, segundo Isabel, de trabalho. “A gente queria trabalhar na colheita de café, mas chegamos tarde demais”, diz. Contam que chegaram à cidade trazidos por uma das equipes de atendimento da Rodovia Dom Pedro, “eles não queriam que acampássemos a beira da estrada”, diz Osmar. Na Secretaria de Assistência Social de Igaratá conseguiram uma cesta básica e foram encaminhados à C...

O véio

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Paulo sem casa, aos 60 anos, chora pelos filhos das divisas. Deitado em sua cama, estirada sobre o mato, sob o relento Pede para mim: "Você que é do jornal, alerta o mundo. Diz que o Brasil é um país sem fronteiras. Eu vivi em Corumbá, perto da Colômbia, lá as crianças andam com fuzis, os traficantes oferecem as únicas opções de trabalho e as FARCs dominam". Depois, engole a saliva, esfrega os olhos e entre as escorregadelas da língua, que insiste em lhe dificultar a fala, Paulo diz: "O Lula mandou o exército retomar o país e está expulsando os guerrilheiros da Colômbia, esse homem fez coisas maravilhosas", ergue a mão direita em sinal de vitória e finaliza: "eu voto nele de novo". Paulo sem casa, mora a tanto tempo na rua, que já não sabe dizer quantos anos faz, reencosta o corpo cansado no solo, mas se levanta rapidamente quando tiro uma foto e diz: "Meus filhos não merecem ver este rosto véio morando nas ruas"