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Fragmentos

Então é isso, a gente faz o que pode e depois tenta catar os pedaços da'gente que ficam jogados por aí.
A cabeça dói de tanto pensar... Como foi que me espalhei aqui?
Cacos de vidro sobre o taco velho e desbotado...

A gente se acha nos pequenos feichos de luz e depois se perde....
Ah como a gente se perde! Às vezes por pura teimosia a gente se perde só pra se encontrar e se esconder de novo e de novo... Nos ocupando qse que irremediavelmente com nossos próprios umbigos... Buraco negro do mundo.


Se eu caminhar sobre brasas serei mais feliz?
Por uma semana talvez, que o fogo que consome a gente não tem nome, nem lasca madeira seca ao vento

Conhecimento

A felicidade é instante fugidio, escapa, é isso. Deixa memórias gravadas em nossa gene e assim compartilhamos algo sem nome, sem corpo, instantes entre milhares de eus que nos repartimos.
Érica Alcântara
15/01/2020

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Sobre a prova de Deus

Setembro de 2004, sentada na varanda de casa reflito sobre Deus.  Mais ainda, penso nas instituições que garantem representá-Lo. Me calo. O Deus por muitas delas defendido é sempre condicionado, por-Tanto, há sempre um preço a pagar.  E o amor nestes termos perde a pureza original, tem preço com QrCode no final. A dura verdade, a verdade mais difícil de digerir é que no fundo-no-fundo não dá para provar a existência de Deus, porque as provas concretas o reduzem a condições limitadas à nossa própria existência. Reduzir o divino é tirar de Deus sua onipotência, é transformar o Criador na própria criatura. Érica Alcântara

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