Réquiem ao Mito

Quando um mito morre
Parte de nós morre junto
Toda a fé que nos abrandava o medo do escuro
O medo do futuro incerto, das perguntas que parecem nascer sem respostas
Quando morre o mito quebram por dentro algumas certezas
E temos que tatear o caminho de volta ao equilíbrio
Às vezes resta apenas a superfície lisa ou enrugada das faces
Em que os sorrisos não curam mais as profundas feridas
E nos lembramos de onde viemos e porque lutamos.
Os maiores monstros germinam em nosso DNA e evoluem conosco, tornando o desafio de vence-los sempre uma nova batalha.
Menos agarrados aos mitos
Mais agarridos de nós mesmos

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